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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Australopithecus afarensis já utilizava ferramentas e comia carne

 A descoberta de ossos animais fossilizados (nomeadamente de um antílope do tamanho de uma cabra e de um animal do tamanho de uma vaca) com cerca de 3,4 milhões de anos, apresentando marcas (muito provavelmente feitas por instrumentos), sugere que os hominídeos já utilizavam ferramentas e comem carne há mais tempo do que anteriormente se julgava.

 Estes ossos foram descobertos na Etiópia, por investigadores do Instituto Max Planck, na Alemanha, estando inseridos num estrato, cujos sedimentos tinham cerca de 3,2 milhões de ano. Contudo, outras evidências geológicas apontam para que os ossos apresentem uma idade de 3,4 milhões de anos. Ora, como nesse período o Australopithecus afarensis (espécie à qual pertencia a Lucy) era a única espécie de antepassados do ser humano presente naquele local, assume-se agora que A. afarensis já utilizava ferramentas e comia carne.

 Sabia-se já que os indivíduos pertencentes à espécie Homo habilis (que vivera entre há 2,4 e 1,4 milhões de anos atrás) não tinham sido os primeiros a utilizar ferramentas, pois em 1997 foram descobertas, também na Etiópia, artefactos pontiagudos de pedra com cerca de 2,5 milhões de anos. Porém, esta nova descoberta indica que a utilização de ferramentas é cerca de 800 000 anos mais antiga, o que sugere que a espécie Australopithecus afarensis não era tão primitiva quanto se pensava.

Fontes: http://www.newscientist.com/article/dn19302-early-humans-were-butchers-34-million-years-ago.html
           http://www.nature.com/nature/journal/v385/n6614/abs/385333a0.html
           http://www.publico.pt/Ciências/a-australopiteca-lucy-ja-comia-carne-e-usava-faca_1451073 (12/09/2010)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Há um novo sabor...

Quase todos conhecemos os sabores básicos: doce, salgado, amargo, ácido. Então, que diabo é o umami?
Um cientista japonês da nutrição identificou aquilo a que muitos, agora, chamam o quinto sabor, em 1908.
Tratava-se de Kikunae Ikeda, um investigador de Tóquio, que o classificou como o intenso gosto das comidas ricas em elementos químicos, como o glutamato monossódico, ou glutaimoto. Este é considerado um componente básico de determinadas proteínas. O próprio Ikeda acreditou logo, na altura, que era o quinto gosto, a adicionar aos quatro já existentes.
No milénio seguinte (em 2000), estudiosos da Universidade de Miami descobriram receptores na língua... "sensores" que só reagem mesmo á presença de glutamato na comida. Isso significa que o nosso corpo procura o umami como um sinal da existência de proteínas, na carne e nos vegetais.
O umami é definido pelos cientistas como a sensação do delicioso. Encontra-se em alimentos tão diferentes como a carne, os cogumelos, o queijo parmesão... Os investigadores cientificos classificam o "culpado" - o glutamato - como um aminoácido comum, presente de forma natural nas tais comidas.

 Fontes: http://www.quali.pt/conteudos/curiosidades/umami-quinto-sabor.html (21/04/2010)

sábado, 10 de abril de 2010

Genética ajuda a combater pragas para a agricultura

 O uso de pesticidas, para além de ambientalmente perigoso, provoca graves problemas de saúde aos seres humanos, através da cadeia alimentar ou por contacto directo com estes. Para além disso, é sabido que o genoma dos insectos que devastam as colheitas, vai sofrendo mutações, o que leva a que estes ganhem resistência aos produtos químicos utilizados. 

 Relativamente a este dilema, a comunidade científica procura soluções na genética. Actualmente está a ser testada uma estratégia que consiste no "silenciamento" de alguns genes (ou seja estes estão presentes, mas a sua acção não se manifesta), com recurso ao uso do RNA interferente - moléculas de RNA (molécula com constituição similar ao DNA, mas com funções e estrutura distintas) que interferem na expressão génica.

 Dessa forma, esta estratégia, dirigida a cada espécie de praga, consiste na modificação génica das plantas, levando a que estas produzam uma cadeia dupla de RNA (dsRNA) específica, que ao ser ingerida pelos insectos-alvo, interfere no metabolismo do próprio insecto, acabando por levar à sua morte.

 Apesar das vantagens desta abordagem (menos perigosa para o ambiente e eficaz), ainda restam algumas resistências quanto à sua utilização (não se conhecem os efeitos em termos de saúde humana e muitas organizações ambientalistas são contra a venda de alimentos geneticamente modificados). De lembrar que a prática de uma agricultura intensiva, com sistema de monocultura (uma só cultura plantada) é um factor que propicia a proliferação de pragas.


Fontes:http://www.newscientist.com/article/mg20527521.500-reasons-to-welcome-genesilencing-pesticides.html 
           http://en.wikipedia.org/wiki/Potato_beetle (10/04/2010 - 18h)

terça-feira, 16 de março de 2010

Papaia tem propriedades anti-cancerígenas

 Uma pesquisa recente da Universidade da Flórida (EUA), publicada no Journal of Ethnopharmacology demonstrou que o chá feito a partir de folhas da papaia tem uma influência positiva no combate contra uma ampla gama de cancro, entre os quais o do colo do útero, mama, fígado, pulmão e pâncreas.

 Os cientistas utilizaram um extracto feito a partir de folhas deste fruto, tendo observado que os efeitos anti-cancerígenas foram mais fortes quando as células receberam doses maiores desse chá. Os investigadores expuseram 10 tipos diferentes de culturas de células cancerígenas ao extrato de folha de papaia e mediram o efeito após 24 horas, tendo este chá retardado o crescimento dos tumores em todos os testes. Para além disto, esta substância não apresenta qualquer efeito prejudicial para as células normais nem efeitos secundários após ser tomado. A equipa de cientistas também analisou o efeito do extracto de papaia sobre a produção de citocinas (uma gama de moléculas associadas ao sistema imunitário, que neste caso se relaciona com o combate de tumores). Este fruto mostrou-se responsável pela produção de citocinas Th1, importantes na regulação do sistema imunitário. 

 Por estes motivos, os resultados do estudo levantam a possibilidade do uso futuro da papaia para extrair componentes maléficos do sistema imunitário em condições semelhantes, tais como inflamações e doença auto-imunes.

 O progresso da ciência traz nos novas esperanças para um futuro melhor e este tipo de tratamentos, muito práticos, contra eventos nefastos, como tumores deve ser conhecido, pelo que é muito importante o acompanhamento do avanço da ciência.

Fontes: http://www.douradosagora.com.br/not-view.php?not_id=277271 (16/03/2010)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Visita do Dr. Henrique Alves à Escola Secundária Dr. Ferreira Alves (Valadares)

 Uma vez que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade (ao qual temos vindo a fazer referência neste blogue) achamos que seria importante convidar um representante do Parque Biológico de Gaia para falar numa palestra a ter lugar na escola que frequentamos (Escola Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia) sobre a importância da Biodiversidade.
 Como tal, no dia 28 de Janeiro a Escola recebeu, a convite do nosso grupo de trabalho, o Dr. Henrique Alves, biólogo no Parque Biológico de Gaia que mencionou seis boas razões pelas quais devemos proteger a biodiversidade. São elas:

1 - A Biodiversidade oferece-nos protecção contra catástrofes naturais: Os mangais (plantas costeiras de raízes profundas), por exemplo, podem diminuir substancialmente os danos causados por um tsunami. Também os riscos de movimentos em massa são diminuídos quando as zonas de vertente estão cobertas por vegetação.

2 - A Biodiversidade é fonte de alimento: Actualmente cerca de 80% dos alimentos que consumimos regularmente provêm de apenas 20 espécies diferentes. Caso por qualquer motivo, a produção de uma dessas espécies caísse consideravelmente, a alimentação humana e a economia ressentir-se-ia fortemente.

3 - A Biodiversidade é fonte de recursos naturais: É graças a muitas espécies, sobretudo vegetais, que conseguimos obter importantes matérias-primas. As fibras naturais e a borracha (que provém da Árvore da Borracha) são bons exemplos do referido.

4 - Graças à Biodiversidade podemos obter inúmeros fármacos: Uma grande parte dos medicamentos consumidos são fabricados a partir de substâncias naturais. O ácido salicílico (constituinte da Aspirina), por exemplo, pode ser extraído naturalmente da casca do salgueiro.

5 - A Biodiversidade assegura o equilíbrio ecológico: As interacções existentes entre a Biosfera e os restantes subsistemas terrestres são fundamentais para assegurar o equilíbrio ecológico no planeta. 

6 - A Biodiversidade deve ser protegida por razões éticas, estéticas e de qualidade de vida

De referir que o Parque Biológico de Gaia está a desenvolver um trabalho ímpar, em termos regionais, para assegurar a Protecção da Biodiversidade, nomeadamente através de iniciativas como o Sequestro de Carbono.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Identificada associação entre obesidade na adolescência e esclerose múltipla

Adolescentes obesas podem ter um risco duas vezes superior de vi a desenvolver esclerose múltipla depois de atingir a idade adulta. Esta é a conclusão geral de um estudo publicado na edição de 10 de Novembro da revista Neurology. Kassandra Munger e colegas, da Harvard School of Public Health em Boston (EUA), analisaram 238371 mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 35 anos, que responderam, em cada dois anos, a um questionários sobre indicadores de saúde. Num período de 40 anos , 593 dessas mulheres desenvolveram esclerose múltipla. Verificou-se que as mulheres que apresentavam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 (consideradas obesas)aos 18 anos tinham um risco duas vezes superior de desenvolver a doença comparativamente às que tinham o IMC entre os 18,5 eos 20,9. De notar que o risco de desenvolver esclerose múltipla em mulheres apenas com excesso de peso só aumentou ligeiramente. O estudo permitiu ainda constatar que a obesidade em crianças com idades entre os cinco e os 10 anos não estava associada ao risco de desenvolvimento de esclerose múltipla. Também não foi encontrada nenhuma correlação entre o IMC na idade adulta e o risco de desenvolvimento da doença. Uma das explicações avançadas por Munger para justificar o risco aumentado em mulheres que foram obesas na adolescência consiste no facto de se pensar que níveis elevados de vitamina D reduzirem o risco de desenvolver esclerose múltipla, sendo que as pessoas obesas têm níveis reduzidos daquela vitamina. Por outro lado, o tecido adiposo produz substâncias que afectam o sistema imunitário e alguns tipos de células que se julga estarem associadas à doença. Apesar de serem necessários mais estudos que comprovem e especifiquem os mecanismos da associação entre a obesidade na adolescência e o desenvolvimento de esclerose múltipla, este estudo revela que a doença tem uma etiologia que envolve tanto factores ambientais como genéticos.

Fontes: Revista 'Semana Médica', nº 560, 12 a 18 de Novembro 2009 

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia Mundial da Alimentação



Anualmente, no dia 16 de Outubro, celebra-se, em mais de 150 países, o Dia Mundial da Alimentação, como dia comemorativo da criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO - Food and Agriculture Organization),em 1945.
Neste dia, celebrado pela primeira vez em 1981, é destacado um tema a partir do qual são realizadas várias actividades. Os temas dos últimos anos foram:
2000 - “Um milénio sem fome" (A Millennium Free from Hunger).
2001 - "Combater a fome para reduzir a pobreza" (Fight Hunger to Reduce Poverty)
2002 - “A Água, fonte da Segurança Alimentar"
2003 - "Trabalhar juntos para criar uma Aliança Internacional contra a Fome"
2004 - “Biodiversidade e Segurança Alimentar"
2005 - "Agricultura e diálogo de culturas"
2006-2007 - “O Direito à Alimentação”
2008 -“Segurança alimentar mundial: os desafios das mudanças climáticas e a bioenergia”


O  tema para o ano de 2009 é “Atingir segurança alimentar em tempos de crise” (“Achieving Food Security in Times of Crisis”).
A alimentação é um direito universal, contudo, actualmente, mais de 1,2 biliões de pessoas em todo o mundo vive sob o limiar da pobreza (definido pela ONU como sendo pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia, o que seria o mínimo necessário para sobreviver).
Para sensibilizar a população sobre a dimensão da fome no mundo, a FAO lançou em 1997 a TeleFood, que é uma campanha de concertos, espectáculos desportivos e outras actividades. O objectivo é aproveitar a força dos meios de comunicação e a participação das figuras públicas para fomentar a consciencialização e mobilizar recursos para a luta contra a fome.
As doações recebidas já possibilitaram que camponeses pobres de 122 países beneficiassem de mais de 1600 projectos destinados a aumentar a produção agrária e a conseguir uma alimentação mais adequada.

A ciência pode desempenhar um importante papel nesta área, nomeadamente, estudando formas de melhorar o rendimento agrícola; desenvolvendo práticas agrícolas sustentáveis e que assegurem a produção por várias gerações, especialmente nos países subdesenvolvidos (como técnicas de captação máxima de água). Também o papel dos alimentos transgénicos (com modificações genéticas) pode ser vital para o combate contra a fome, porém, as consequências ambientais da introdução de culturas transgénicas ainda não são bem conhecidas.


Fontes: http://www.centrovegetariano.org/Article-322-Dia+Mundial+da+Alimenta%25E7%25E3o.html
           http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Mundial_da_Alimenta%C3%A7%C3%A3o
           http://www.feedingminds.org/info/wfd_pt.htm
           http://www.fao.org/getinvolved/worldfoodday/en/
           http://en.wikipedia.org/wiki/World_Food_Day
           IMAGENS: FAO
 
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