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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Encontrados fósseis mais antigos de indivíduos pluricelulares

 Os primeiros organismos vivos eram unicelulares, ou seja constituídos por uma única célula. Posteriormente, como uma célula não pode aumentar indefinidamente de volume, agregados de seres vivos unicelulares formaram colónias (tal como acontece com as algas do género Volvox, na imagem da direita), que evoluíram posteriormente para seres pluricelulares (organismos com mais do que uma célula), com todas as vantagens que daí advêm (nomeadamente o aumento de volume e a especialização de grupos de células em diferentes funções).

 Devido à falta de registo fóssil, é praticamente impossível para os investigadores afirmarem com exactidão, quando apareceram os primeiros indivíduos pluricelulares. Os fósseis mais antigos de organismos com mais do que uma célula eram, até agora, os de Grypania (pensa-se que uma alga) encontrados no estado norte-americano do Michigan datados com 1,9 biliões de anos.

 Contudo, novos fósseis encontrados no Gabão (imagem da esquerda), em África, podem "tirar o recorde" aos fósseis de Grypania, visto contarem com 2,1 biliões de anos. É o tamanho dos organismos presentes nestes fósseis recentemente encontrados, cerca de 12 centímetros de comprimento, que leva os cientistas a afirmarem que estes podem ser os primeiros indivíduos pluricelulares encontrados (uma única célula nunca atinge semelhantes dimensões). De referir que estes organismos foram preservados (ao contrário de muitos outros, seus contemporâneos), pois as partes do seu corpo (mole) foram substituídas por minerais de pirite.

Fonte: http://www.newscientist.com/article/mg20727674.100-fossilised-cell-blobs-could-be-oldest-multicellular-life.html (02/07/2010)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fóssil de Tiranossauro encontrado na Austrália

 A descoberta de um osso de um Tiranossauro em Victoria, Austrália, mudará a forma como os cientistas interpretam a distribuição e evolução desse grupo de dinossauros, uma vez que os ossos de Tiranossauro são relativamente comuns nos continentes do Norte, sendo encontrados desde o Colorado até à China. Contudo, até à actualidade, pareciam estranhamente ausentes na parte Sul do planeta.

 O fóssil apresenta cerca de 30 cm de comprimento. "O osso é inequivocamente de um tiranossauro, pois esses dinossauros tinham ossos muito distintos das outras espécies", afirmou o principal autor do estudo, Roger Benson, do Departamento de Ciências da Terra da University of Cambridge.

 Com base no tamanho do osso encontrado, os pesquisadores estimam que o novo Tiranossauro tenha tido cerca de três metros de comprimento e pesado cerca de 80 kg. O animal viveu no período Cretáceo, quando os membros da família ainda eram pequenos em comparação com o grande Tyrannosaurus rex.
Esse dinossauro, ainda sem nome, viveu à cerca de 110 milhões de anos atrás, aproximadamente 40 milhões de anos antes do seu parente identificado, o T. Rex. Nessa época, os continentes do Sul do globo (Oceânia, África, América do Sul e Antártida) encontravam-se ainda unidos, o que indica aos investigadores uma “possibilidade de que outros fósseis possam ser descobertos em África, América do Sul e Índia”, disse Barrett.



Fonte: http://www.ft.org.br/site/noticias/   

domingo, 28 de março de 2010

"Mulher X" poderá obrigar a reescrever a história evolutiva do Homem

 Foi descoberta, em 2005, numa gruta da Sibéria (imagem à direita), uma falange (osso de um dedo) pertencente a um hominídeo. Este achado, aparentemente vulgar, pode, na verdade, pôr em causa os nossos conhecimentos relativos à história evolutiva do Homem.

 No princípio, os paleontólogos acreditavam que o osso pertencia a um indivíduo Neandertal, visto que a gruta Denisova (onde foi encontrada a falange) é um local onde é comum encontrar artefactos e pequenos vestígios humanos desta espécie. Para além disso, o osso foi datado com tendo cerca de 40 mil anos, sendo que para os antropologistas teriam coexistido apenas, nesse período de tempo, apenas duas espécies de hominídeos - os Neandertais e os seres humanos modernos.

 Contudo, análises ao DNA mitocondrial (património genético recebido exclusivamente da mãe), levadas a cabo por investigadores do Instituto Max Planck, revelaram que a falange não pertencia, nem a um indivíduo da espécie Neandertal, nem a um humano. O indivíduo, já baptizado temporariamente de "Mulher X", apresentava 400 nucleótidos (unidade constituinte do DNA) diferentes dos seres humanos enquanto os Neandertais apenas diferem de nós em 200.


 Apesar de tudo, ainda não é possível afirmar realmente se a "Mulher X" obrigará a reescrever toda a história do Homem. Como tal, vão prosseguir estudos genéticos, nomeadamente através da sequenciação e análise do DNA nuclear da "Mulher X". Caso se conclua que esta pertence a uma nova espécie de hominídeos, a descoberta fica para a história como a única feita unicamente com base em dados genéticos e não na morfologia do osso. 


Fontes: http://www.newscientist.com/article/dn18699-meet-xwoman-a-possible-new-species-of-human.html
           http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1527405


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sábado, 10 de outubro de 2009

Descoberto elo de ligação entre animais terrestres e aquáticos

Uma importante descoberta




Em abril de 2000, foram descobertos, em rochas do Leste da Europa, fósseis de um animal parecido com os crocodilos que teria sido ancestral dos anfíbios e a primeira espécie de vertebrado a deixar a vida exclusivamente aquática. Porém, estes não passaram de pedaços de mandíbula pouco conclusivos. Contudo, o chefe da pesquisa, Per Ahlberg, do Museu de História Natural, em Londres, disse na ocasião: "Um esqueleto completo de um desses animais seria uma das maiores descobertas do século".


Ao que parece a descoberta do século ocorreu efectivamente: no início de Abril de 2006, inserido no projecto de investigação de campo Nunavut, foram encontrados no Canadá numerosos esqueletos fossilizados de um peixe de 375 milhões de anos. Os prinicipais locais de investigação foram rios (no Árctico Canadiano, a 600 km do Pólo Norte) e houve uma tentativa de contextualização do seu período histórico (Devónico). Com grande entusiamo, concluiu-se que este representa o elo perdido na evolução entre peixes que habitavam exclusivamente ambientes aquáticos e a vida na Terra.

O fóssil do peixe foi designado por Tiktaalik e revela uma grande importância devido ao facto de preencher uma lacuna entre os peixes primitivos e os primeiros vertebrados a dominaram a terra firme. O mais primitivo tetrápode (animal que se locomovia em terra firme, nas quatro patas, ou seja, que desenvolveu uma série de estruturas semelhantes aos membros) é o Acanthostega, e o peixe que anteriormente era tido como o que com ele mais se relacionava era o Panderichthys. O Tiktaalik preenche o espaço entre estas duas formas, mostrando como evoluíram os membros, particularmente os pés e as mãos, tornando possível que os vertebrados dominassem a terra firme.


Para comprovar esta linha de pensamento transitória, há ainda uma série de características que este animal apresenta e que devem ser mencionadas e analisadas cuidadosamente:

     - O animal tinha barbatanas semelhantes a membros;
     - Deveria andar em terra de forma parecida com a das focas.
     - Há estruturas primitivas que muito se aproximam de tornozelos, cotovelos e ombros.
     - O peixe tinha também a cabeça achatada, semelhante à de um crocodilo, pescoço, quadris e outras partes do corpo similares às de animais de quatro patas.


Estes estudos revelam a importância do constante estudo e evolução científica, nomeadamente do campo da paleontologia que tanto contribui para o nosso entendimento do Mundo, do seu Passado, Presente e Futuro.




O período Devónico:


Na escala de tempo geológico, o Devónico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 416 milhões e 359 milhões e 200 mil anos atrás, aproximadamente. O período Devónico sucede o período Siluriano e precede o período Carbonífero, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Devónica Inferior, Devónica Média e Devónica Superior, da mais antiga para a mais recente.
Durante o Devónico, aparecem os primeiros anfíbios, licopsídeos e pró-gimnospermas.

Fontes: www.godlessgeeks.com/LINKS/MissingLink.htm (dia 9/10/2009, às 23h40)
           http://www.haysvillelibrary.wordpress.com/ (dia 10/10/2009, às 13h30)
           www.90.homepage.villanova.edu/....tiktaalik.html (dia 10/10/2009, às 14h30)
 
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