terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Universidade do Porto responsável por mais de 1/5 dos artigos científicos nacionais

A Universidade do Porto, que possui actualmente 69 unidades de investigação, anunciou hoje, confirmando a relevância que esta assume a nível nacional e internacional, que um quinto dos artigos científicos publicados por instituições portuguesas em publicações internacionais foram realizadas pela instituição em causa.

Em termos estatísticos, a universidade afirma que “dos 9.419 artigos publicados, em 2009, mais de um quinto (22,5 por cento) teve origem nos centros de investigação da U.Porto". Para além disso, é possível constatar que a produção científica da universidade em questão, em 2009, aumentou 4,1 por cento relativamente a 2008.

A universidade afirma também que, "igualmente relevante é a análise da evolução dos resultados entre 2003 e 2009". "Com uma taxa de crescimento média anual superior a 13 por cento, a produção científica da UPorto reflecte-se em percentagens que ultrapassam os 20 por cento do total de artigos científicos publicados por instituições portuguesas, desde 2004", o que se traduz em resultados muitos positivos para a Universidade e para a Cidade do Porto.

Tópico de discussão: Quais as medidas a tomar para Portugal se afirmar mais em termos científicos?


Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/ (09/02/2010 às 15h30)

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Dia Mundial contra o Cancro


 Comemora-se no dia 4 de Fevereiro de cada ano, o Dia Mundial contra o Cancro, data estabelecida pela União Internacional contra o Cancro, comemorando-se esta data desde 2006.
 Os objectivos do Dia Mundial contra o Cancro são aumentar a consciência e os conhecimentos dos cidadãos sobre o cancro, encorajando dessa forma à adopção de medidas de prevenção (sendo que aproximadamente 40% dos cancros podem ser prevenidos através de medidas simples), de detecção e tratamento. Este ano, as comemorações do Dia Mundial contra o Cancro focam a temática da importância das vacinas contra os vírus que causam o cancro (como o vírus do papiloma humano que causa o cancro do colo do útero).
 De referir que o cancro é diagnosticado todos os anos a cerca de 12 milhões de indivíduos em todo o mundo e que todos os anos cerca de 7,6 milhões de indivíduos morrem vítimas de cancros. Contudo, estes números podem ser reduzidos significativamente, basta levar um estilo de vida mais saudável (por exemplo, tendo uma alimentação equilibrada e evitando o tabaco e a exposição excessiva ao sol) e ter o cuidado de fazer diagnósticos frequentes.

Fontes: http://www.worldcancercampaign.org/ (7/02/2010 - 14h30)
           http://en.wikipedia.org/wiki/World_Cancer_Day (7/02/2010 - 14h30)

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Visita do Dr. Henrique Alves à Escola Secundária Dr. Ferreira Alves (Valadares)

 Uma vez que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade (ao qual temos vindo a fazer referência neste blogue) achamos que seria importante convidar um representante do Parque Biológico de Gaia para falar numa palestra a ter lugar na escola que frequentamos (Escola Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia) sobre a importância da Biodiversidade.
 Como tal, no dia 28 de Janeiro a Escola recebeu, a convite do nosso grupo de trabalho, o Dr. Henrique Alves, biólogo no Parque Biológico de Gaia que mencionou seis boas razões pelas quais devemos proteger a biodiversidade. São elas:

1 - A Biodiversidade oferece-nos protecção contra catástrofes naturais: Os mangais (plantas costeiras de raízes profundas), por exemplo, podem diminuir substancialmente os danos causados por um tsunami. Também os riscos de movimentos em massa são diminuídos quando as zonas de vertente estão cobertas por vegetação.

2 - A Biodiversidade é fonte de alimento: Actualmente cerca de 80% dos alimentos que consumimos regularmente provêm de apenas 20 espécies diferentes. Caso por qualquer motivo, a produção de uma dessas espécies caísse consideravelmente, a alimentação humana e a economia ressentir-se-ia fortemente.

3 - A Biodiversidade é fonte de recursos naturais: É graças a muitas espécies, sobretudo vegetais, que conseguimos obter importantes matérias-primas. As fibras naturais e a borracha (que provém da Árvore da Borracha) são bons exemplos do referido.

4 - Graças à Biodiversidade podemos obter inúmeros fármacos: Uma grande parte dos medicamentos consumidos são fabricados a partir de substâncias naturais. O ácido salicílico (constituinte da Aspirina), por exemplo, pode ser extraído naturalmente da casca do salgueiro.

5 - A Biodiversidade assegura o equilíbrio ecológico: As interacções existentes entre a Biosfera e os restantes subsistemas terrestres são fundamentais para assegurar o equilíbrio ecológico no planeta. 

6 - A Biodiversidade deve ser protegida por razões éticas, estéticas e de qualidade de vida

De referir que o Parque Biológico de Gaia está a desenvolver um trabalho ímpar, em termos regionais, para assegurar a Protecção da Biodiversidade, nomeadamente através de iniciativas como o Sequestro de Carbono.

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Balanço do quarto mês de actividade (Janeiro de 2010)

O blogue Ciência e Saúde XXI completou o seu quarto mês de actividade, contando já com um total de 1877 visitas provenientes de 29 nacionalidades (Tivemos este mês, pela primeira vez visitantes de Cabo Verde, do Egipto, da Suécia, da Grã-Bretanha e de Porto Rico).

Foram publicados um total de 43 posts, abrangendo variadíssimos temas da área a que nos propusemos. 

Concluída a sondagem do mês de Janeiro, apresentamos os resultados:

domingo, 31 de Janeiro de 2010

Células da pele são transformadas directamente em neurónios

 Cientistas afirmam ter transformado células comuns da pele directamente em neurónios, sem recorrerem à manipulação de células-tronco, o que levará a progressos significativos na área da medicina regenerativa.

 A partir desta experiência, que envolveu apenas o uso de três genes, poderá ser possível no futuro retirar uma amostra de pele de um paciente e transformá-la num tecido, que permita fazer transplantes no tratamento de doenças cerebrais, como o Parkinson e Alzheimer. Estes resultados seguem na sequência de trabalhos anteriores utilizando células totipotentes em ratos. 


 Os especialistas esperam, também, transformar outras de células comuns noutro tipo qualquer de células diferenciadas, o que pode ser importante a ajudar na substituição de figados doentes e no tratamento de doenças como a diabetes e cancro. De referir que o núcleo de qualquer célula somática do nosso organismo contém o nosso genótipo completo, embora apenas parte se manifeste.

As células totipotentes na medicina regenerativa

 A medicina regenerativa recorre tradicionalmente às células totipotentes embrionárias humanas, que conseguem originar qualquer tipo de tecido diferenciado do organismo. 


 Nos últimos anos, os cientistas conseguiram fazer com que células cutâneas regredissem para um estágio semelhante ao das células-tronco. Contudo esta experiência sugere que no futuro poderá não ser sempre necessário o recurso às células totipotentes, embora não signifique que de imediato que não há necessidade do uso destas.


 De referir que os neurónios resultantes são completamente funcionais, podendo estes desempenhar todas as acções principais deste tipo de célula.

Tópico de discussão: Será esta a solução (total ou parcial) para contornar as questões bioéticas relacionadas com o uso de células totipotentes embrionárias? 

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1465444-5603,00.html

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Nova espécie animal descoberta na Ria de Aveiro

No Canal da Ria de Aveiro, foi descoberta uma nova espécie animal a Diopatra micura, representada na imagem. Esta espécie animal foi descoberta por investigadores da Universidade de Aveiro. O animal trata-se de um verme marinho que, embora se assemelhe a outras espécies já encontradas no mesmo local, é uma novidade para a Ciência.

Depois de analisarem o material biológico da Diopatra micura, constataram que este verme também habita nas regiões costeiras de Aveiro, Nazaré, Baía de Cascais, a costa Oeste e o Largo de Vila Real de Santo António.

Segundo uma das investigadoras, Ana Rodrigues, a descoberta aconteceu à margem de uma trabalho de investigação sobre a Diopatra neapotitana, uma espécie abundante na ria e que é utilizada para fins comerciais. Os investigadores detectaram esta nova espécie muito semelhante, embora com dimensões inferiores e com barras azuis nos filamentos que funcionam como órgãos sensoriais, sendo que as duas espécies de animais são semelhantes em termos de estilos de vida. A  Diopatra micura é muito parecida ao casulo da Diopatra neapotitana, mas no entanto a primeira é mais pequena, pois o indivíduo maior encontrado desta espécie media oito centímetros. A constituição do material genético em ambas as espécies é igual.

Como não foram encontrados muito exemplares no local onde foi identificada essa espécie, os investigadores não sabem se esta espécie de verme habita a ria de Aveiro há muito tempo, sendo necessário um investimento na área da Biologia para o descobrir.

Já no ano paassado, os mesmos investigadores, tinham encontrado uma outra espécie de Diopatra - Diopatra marocensis foi a espécie encontrada no ano passado e que até então só era conhecida na costa de Marrocos, sendo que como qualquer espécie tem importância nos ecossistema, os investigadores querem saber qual será (caso haja) a interacção entre as três espécies e que outros locais vai a Diopatra micrura colonizar.

Os investigadores do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), um laboratório associado, revelarão os resultados desta investigação em publicações internacionais, dado que é muito positivo começar o Ano Internacional da Biodiversidade com a publicação de uma artigo de uma nova espécie.



Fontes: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=39076&op=all#cont (28/01/2010 - 16h)

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

2010 - Ano da Biodiversidade

No âmbito do nosso projecto é importante salientarmos que 2010, o ano que iniciámos, assinala a celebração da biodiversidade, como o intuito de dar maior visibilidade ao problema da perda da biodiversidade. Assim sendo, coloco como tópicos de reflexão as seguintes questões:
  • Será o momento de avaliar o desempenho do progresso na redução da taxa de perda de biodiversidade a nível global?
  • Não se deveria chegar a conclusões relativamente à utilização de recursos genéticos e medidas de combate a este problema a nível internacional?
  • Não se deveria, estabelecer planos estratégicos de acção face à perda da Biodiversidade e à perda de qualidade de vida que actualmente se faz sentir? 

Na verdade, qualidade de vida, competitividade económica, emprego e segurança, tudo depende de todos e de cada um de nós – Governo, autarquias, empresas, particulares - zelar pelos nossos "bens" essenciais tem consequências para o mundo natural e para o bem-estar do ser humano e de todos os seres vivos com os quais interagimos e sem os quais não viveríamos.


Fontes: http://www.eea.europa.eu/pt/themes/biodiversity ( 25/01/2010 - 22h00)
 
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